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Paternidade em casal masculino: etapas da barriga solidária

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    Cordoval Digital
  • há 17 horas
  • 7 min de leitura
Olá, vim do site do Dr. Matheus Groner e gostaria de mais informações sobre paternidade em casal masculino

Entenda melhor sobre planejamento reprodutivo LGBT para casais masculinos do útero de substituição


A paternidade em casal masculino avançou significativamente, transformando o desejo de constituir uma família em um processo seguro e planejado. Desta forma, é fundamental estabelecer um planejamento, considerando as expectativas biológicas e as disponibilidades de cada parceiro.


No Brasil, a reprodução assistida é rigorosamente pautada pelas normas do Conselho Federal de Medicina (CFM), que asseguram a ética nos procedimentos. A barriga de substituição se destaca como o caminho legal para que dois homens possam ter filhos biológicos.


Nesse caso, o suporte de um especialista, como o Dr. Matheus Gröner, é fundamental para identificar quais exames e etapas médicas garantem uma jornada tranquila e transparente. Continue a leitura para entender melhor os protocolos clínicos e as exigências legais para iniciar sua trajetória.


Planejamento reprodutivo para casal masculino: por onde começar?


A paternidade é um sonho que se constrói com ciência, planejamento e acolhimento. Os primeiros passos envolvem organizar as frentes médica, jurídica e emocional com clareza. Assim, o casal encontra segurança para transformar o desejo de ter filhos em realidade.


Avaliação da fertilidade e análise seminal


O primeiro passo é a avaliação médica completa. Diferentemente do que muitos imaginam, a infertilidade não é uma exigência para iniciar o tratamento de concepção assistida.


Aqui o objetivo é garantir que ambos os parceiros estejam saudáveis e que os espermatozoides utilizados tenham qualidade adequada para a fertilização. Os exames iniciais incluem:


  • Espermograma completo para avaliar concentração, motilidade e morfologia dos espermatozoides.

  • Teste de fragmentação do DNA espermático, quando indicado.

  • Exames sorológicos e genéticos para rastrear doenças transmissíveis e condições hereditárias.

  • Avaliação clínica geral para identificar fatores que possam impactar o tratamento.


Com base nesses resultados, o especialista em Reprodução Humana pode recomendar o congelamento de sêmen, especialmente se houver planos futuros que possam interferir na fertilidade. Etapa essencial para garantir que o casal tenha gametas de qualidade disponíveis no momento da fertilização.


Escolha da doadora de óvulos e da gestora solidária


Para viabilizar a paternidade em casal masculino, são necessários dois elementos fundamentais: óvulos e um útero. 


A doadora de óvulos pode ser:


  • Anônima, selecionada em bancos de óvulos de clínicas qualificadas, respeitando critérios rigorosos de saúde e idade (preferencialmente até 37 anos).

  • Familiar de até quarto grau (avó, mãe, irmã, tia ou prima) de um dos parceiros, desde que não haja consanguinidade com quem fornecerá o sêmen.


Já a gestora solidária, ou cedente temporária do útero, é a mulher que receberá o embrião e conduzirá a gestação até o parto. Essa escolha deve seguir critérios estabelecidos pelo CFM, que serão detalhados adiante.


Documentação necessária e consentimento informado


Todas as pessoas envolvidas no processo (casal, doadora de óvulos e gestante solidária) devem assinar termos de consentimento livre e esclarecido. Esses documentos definem:


  • A renúncia aos direitos parentais por parte da doadora e da gestante.

  • A filiação socioafetiva do casal desde o nascimento da criança.

  • O compromisso com as avaliações médicas e psicológicas exigidas.


O acompanhamento jurídico é recomendado para garantir que todos os termos estejam em conformidade com as normas vigentes e que não haja dúvidas sobre os direitos e deveres de cada parte. Aprofunde o seu conhecimento sobre os requisitos legais e as etapas clínicas pelos demais tópicos deste guia.


Olá, vim do site do Dr. Matheus Groner e gostaria de mais informações sobre paternidade em casal masculino

Regras do CFM para gestação por substituição no Brasil


Para entender como as normas do CFM regulamentam a barriga de substituição no Brasil, é preciso olhar para as resoluções vigentes. O CFM estabelece diretrizes éticas que impedem o caráter lucrativo e protegem a dignidade da reprodução.


Diferença entre barriga de aluguel e gestação solidária


No Brasil, a chamada “barriga de aluguel”, caracterizada pelo pagamento pela gestação, é proibida. O que a legislação e o CFM permitem é a barriga de substituição ou útero de substituição, uma prática baseada na solidariedade.


Isso significa que a mulher que cede o útero não pode receber qualquer tipo de remuneração pelo ato de gestar. É autorizado apenas o reembolso de despesas diretamente relacionadas ao processo, como:


  • Custos médicos e hospitalares.

  • Alimentação adequada durante a gestação.

  • Seguro de saúde.

  • Roupas e medicamentos prescritos.


Quem pode ser a cedente temporária do útero?


A Resolução CFM nº 2.320/2022 estabelece critérios rigorosos para a escolha da gestante solidária:


  • Parentesco: a mulher deve ser familiar de até quarto grau de um dos parceiros. Isso inclui mãe, irmã, avó, tia ou prima.

  • Idade: preferencialmente, deve ter menos de 50 anos.

  • Histórico gestacional: precisa ter tido ao menos um filho vivo.

  • Separação de papéis: não pode ser a mesma mulher que doou os óvulos.

  • Consentimento do cônjuge: se for casada ou viver em união estável, o companheiro também deve assinar o termo de consentimento e abrir mão de qualquer direito sobre a criança.


Regras de parentesco e autorizações especiais


Caso o casal não tenha nenhuma parente dentro do quarto grau disponível para atuar como gestante solidária, é possível solicitar autorização especial ao Conselho Regional de Medicina (CRM) para que uma mulher sem parentesco realize a gestação.


Essa autorização é analisada caso a caso, no qual exige justificativa plausível e documentação completa. O CFM também determina que todos os envolvidos passem por avaliação psicológica antes do início do tratamento, para garantir que a decisão seja consciente e que todos estejam emocionalmente preparados para o processo.


Compreender essas etapas é o primeiro passo para estruturar seu planejamento familiar. Você pode contar com nosso suporte para detalhar o cronograma médico do seu tratamento.


Procedimentos de reprodução assistida para homens


Ao investigar as técnicas de fertilização para a paternidade em casal masculino no Brasil, a Fertilização in Vitro (FIV) surge como o padrão-ouro. 


Através dela, a medicina une os materiais genéticos em ambiente controlado para posterior transferência uterina, aumentando as chances de sucesso na busca pela paternidade.


Fertilização in Vitro (FIV) com ovodoação


Nesta técnica, os óvulos de uma doadora são fertilizados com um dos espermatozoides do casal. O laboratório cultiva os embriões por alguns dias antes de realizar a transferência para o útero de substituição.


Esse procedimento é complexo e exige tecnologia de ponta para selecionar os melhores embriões, sendo uma das etapas médicas mais importantes para a paternidade.


O papel da genética: escolha do sêmen e rastreabilidade


Um aspecto importante no planejamento da paternidade é a definição de qual parceiro terá o vínculo genético com a criança. As clínicas capacitadas recomendam que cada tentativa de fertilização utilize o espermatozoide de apenas um dos parceiros. Isso garante:


  • Rastreabilidade clara da origem genética.

  • Possibilidade de, em tentativas futuras, utilizar o sêmen do outro parceiro.

  • Segurança jurídica na definição da filiação.


Os embriões excedentes de boa qualidade podem ser criopreservados (congelados) para uso futuro, de forma que o casal possa planejar um segundo filho sem a necessidade de repetir todo o processo de doação de óvulos e nova fertilização. 


Conhecer essas facilidades tecnológicas ajuda a definir como escolher a melhor estratégia de reprodução assistida para casal LGBT.


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Dr. Matheus Gröner: especialistas em Reprodução Humana para casais LGBTQIA+


O Dr. Matheus Gröner, médico especialista em Reprodução Humana, atende em São Paulo e está preparado para orientar cada casal com base nas melhores evidências científicas e no respeito às normas do CFM. Sua experiência e conhecimento técnico garantem que cada detalhe do planejamento seja conduzido com segurança e transparência.


Ele atende no Instituto Medicina em Foco, referência no acolhimento de casais homoafetivos que buscam realizar o sonho da paternidade em casal masculino. Com uma equipe multidisciplinar, o profissional oferece suporte completo em todas as etapas do tratamento.



Agende sua consulta


Se você e seu parceiro estão prontos para dar o primeiro passo rumo à construção da sua família, entre em contato conosco. Nossos especialistas estão à disposição para esclarecer dúvidas, apresentar as melhores estratégias para o seu caso e acompanhar cada etapa com dedicação e competência.


Iniciar o processo de paternidade em casal masculino com o apoio de quem entende do assunto é o passo decisivo para transformar o seu sonho em realidade.


As informações fornecidas neste texto são apenas para fins informativos e educacionais e não substituem a consulta médica. Sempre procure orientação médica para diagnóstico e tratamento adequados.​​


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Para mais informações, siga o Dr. Matheus Gröner nas redes sociais:



Conteúdo atualizado em 2026.


Matheus Ferreira Gröner I Urologia I CRM-SP 153016 I RQE 78587


FAQ - Dúvidas frequentes sobre paternidade em casal masculino: entenda o passo a passo


1. Quais são os primeiros passos no planejamento reprodutivo para um casal masculino?


A paternidade em casal masculino envolve a avaliação da saúde do casal, escolha da doadora de óvulos e definição da técnica de reprodução assistida.


2. Como as normas do Conselho Federal de Medicina regulamentam a barriga de substituição no Brasil?


O CFM exige que a barriga de substituição seja feita por parentes de até 4º grau, sem fins lucrativos, para o casal LGBT.


3. O que considerar no planejamento da paternidade de um casal masculino?


No planejamento reprodutivo, avalie a saúde genética, o suporte jurídico para o casal masculino e as etapas da reprodução assistida escolhida.


4. Quais são as opções de reprodução assistida para casal masculino no Brasil?


As principais vias para a paternidade em casal masculino são a Fertilização in Vitro (FIV) com ovodoação e o uso de barriga de substituição solidária.


5. Existe idade ideal para começar o sonho da paternidade para casal masculino?


Embora o casal masculino produza gametas por mais tempo, a idade da doadora de óvulos na reprodução assistida é o fator que mais dita o sucesso.


6. Quais exames e etapas médicas fazem parte do planejamento da paternidade em casal masculino?


O processo inclui espermograma, triagem infecciosa do casal masculino e exames rigorosos na cedente da barriga de substituição e doadora.


7. Como escolher a melhor estratégia de reprodução assistida para casal LGBT?


A escolha depende da saúde biológica do casal LGBT e da disponibilidade de uma barriga de substituição familiar, conforme o CFM.


8. Existem impedimentos éticos para que familiares participem do planejamento reprodutivo de um casal LGBT?


Não, o CFM incentiva que familiares de até 4º grau participem da barriga de substituição para apoiar o casal LGBT.


9. Como funciona o processo do útero de substituição no Brasil?


Chamado de barriga de substituição, o processo exige que a mulher tenha um filho vivo e pertença à família do casal masculino ou doador.


10. Qual é a diferença entre barriga de substituição e barriga de aluguel?


A barriga de substituição é o termo ético e gratuito no Brasil. Já a "aluguel" envolve pagamento, prática proibida pelo CFM.

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