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Técnica de ICSI: o que é, como funciona e quando é indicada

Foto do escritor: Cordoval Digital
Cordoval Digital
há 21 horas
8 min de leitura
Olá, vim do site do Dr. Matheus Groner e gostaria de mais informações sobre técnica de ICSI.

A técnica de ICSI é uma das principais estratégias da reprodução assistida quando existem alterações importantes na fertilidade masculina. O método permite que um único espermatozoide seja introduzido diretamente no óvulo, facilitando a fecundação em situações específicas.


Entender como funciona o procedimento de ICSI, suas indicações e suas diferenças em relação à fertilização in vitro convencional ajuda a compreender quando essa abordagem pode ser recomendada. Ao longo do conteúdo, também serão abordados os fatores que influenciam os resultados do tratamento.


O que é a técnica de ICSI?


A técnica de ICSI, sigla para Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoide, é uma modalidade de fertilização assistida na qual um único espermatozoide é selecionado e injetado diretamente no óvulo. O método é especialmente relevante quando existem alterações importantes do fator masculino.


Ao facilitar o encontro entre o espermatozoide e o óvulo, a técnica de ICSI pode ser indicada em situações como alterações seminais graves ou uso de espermatozoides obtidos por recuperação cirúrgica. Ainda assim, a fecundação e o desenvolvimento embrionário dependem de outros fatores clínicos e laboratoriais.


Introduzida na reprodução assistida no início da década de 1990, a ICSI ampliou as possibilidades de tratamento do fator masculino grave. Ela não representa uma forma superior de fertilização in vitro em todos os casos, mas uma técnica utilizada conforme a causa da infertilidade e a avaliação do casal.


Diferença entre a ICSI e a FIV


A principal diferença entre ICSI e FIV convencional está na etapa de fertilização. Em ambos os casos, há estimulação ovariana, coleta dos óvulos, cultivo embrionário e posterior transferência. O que muda é a forma como o espermatozoide entra em contato com o óvulo no laboratório.


Na FIV convencional, os óvulos são colocados em contato com vários espermatozoides, e a fecundação ocorre sem a injeção direta da célula masculina. No procedimento de ICSI, o embriologista seleciona um espermatozoide e o introduz no interior do óvulo com o auxílio de uma micropipeta.


Aspecto

FIV convencional

ICSI

Como ocorre a fertilização

Óvulo e espermatozoides são colocados em contato no laboratório

Um espermatozoide é injetado diretamente no óvulo

Indicação mais frequente

Casos em que não há necessidade de micromanipulação do espermatozoide

Fator masculino importante, falha prévia de fertilização ou situações específicas

Principal diferença

A fecundação ocorre sem injeção do espermatozoide

A etapa inicial da fecundação é auxiliada por micromanipulação

Papel do urologista

Avalia o fator masculino quando necessário

Pode ser especialmente relevante na investigação masculina e na recuperação cirúrgica de espermatozoides


A ICSI pode contornar algumas dificuldades relacionadas à capacidade do espermatozoide de penetrar o óvulo, mas não garante a fecundação nem aumenta, isoladamente, a implantação embrionária. Os resultados também dependem da qualidade dos gametas, dos embriões e de outros fatores reprodutivos.


Por isso, a escolha entre FIV convencional e ICSI deve considerar a causa da infertilidade e os achados da investigação do casal. O papel da avaliação masculina nessa decisão pode ser aprofundado no conteúdo sobre FIV e fator masculino.



Quando a técnica de ICSI é indicada?


A indicação de ICSI considera a intensidade do fator masculino, os resultados do espermograma, o histórico reprodutivo do casal e a forma de obtenção dos espermatozoides. A técnica de ICSI pode ser considerada principalmente nas seguintes situações:


  • Oligozoospermia grave, quando a concentração ou o número total de espermatozoides está significativamente reduzido.

  • Alterações seminais graves ou combinadas, envolvendo concentração, motilidade e/ou morfologia.

  • Azoospermia, quando não há espermatozoides no ejaculado, mas células viáveis são obtidas por técnicas de recuperação cirúrgica, como MicroTESE ou MESA.

  • Falha prévia de fertilização ou fertilização muito baixa em ciclos anteriores de FIV convencional.


A ICSI com espermograma grave pode ser considerada quando alterações importantes reduzem significativamente a possibilidade de fertilização pela FIV convencional. A interpretação não depende de um parâmetro isolado, mas da análise conjunta do sêmen e do contexto clínico do casal.


Por isso, um espermograma alterado não determina automaticamente a realização da ICSI. A intensidade e a combinação das alterações orientam a escolha da estratégia reprodutiva. A interpretação desses achados é aprofundada no conteúdo sobre espermograma alterado.


Como funciona o procedimento de ICSI, passo a passo


O procedimento de ICSI envolve diferentes etapas da reprodução assistida, desde a estimulação ovariana até a transferência embrionária. O protocolo combina a obtenção dos óvulos, o preparo ou a recuperação dos espermatozoides e a fertilização realizada em laboratório.


1. Estimulação ovariana


O tratamento começa com a estimulação dos ovários por medicamentos hormonais, geralmente durante alguns dias, com acompanhamento por ultrassonografia e exames laboratoriais. O objetivo da técnica de ICSI é favorecer o desenvolvimento de múltiplos folículos e obter óvulos maduros para a fertilização.


2. Captação dos óvulos


Quando os folículos atingem o estágio adequado, os óvulos são coletados por punção ovariana transvaginal guiada por ultrassom. O procedimento costuma ser realizado sob sedação e, na maioria dos casos, permite alta no mesmo dia após um período de observação.


3. Preparo do sêmen ou recuperação cirúrgica


Quando existem espermatozoides no ejaculado, a amostra seminal é processada em laboratório para selecionar células adequadas à fertilização. Em casos específicos de azoospermia, pode ser necessária a recuperação cirúrgica por técnicas como MicroTESE ou MESA, com participação do Urologista.


4. Injeção do espermatozoide


No laboratório, o óvulo é estabilizado sob microscópio e um espermatozoide selecionado é introduzido diretamente em seu interior com uma micropipeta. Após aproximadamente 16 a 18 horas, a equipe verifica se houve fertilização e acompanha o desenvolvimento das células formadas.


5. Cultivo e transferência dos embriões


Os embriões resultantes permanecem em cultivo por alguns dias para avaliação do desenvolvimento. Conforme o planejamento do tratamento e da técnica de ICSI, a transferência para o útero pode ocorrer no mesmo ciclo ou posteriormente, após o congelamento, respeitando critérios clínicos, embrionários e reprodutivos.


6. Resultado


Após a transferência, o resultado é avaliado por meio da dosagem de beta-hCG no sangue, geralmente dentro do período definido pela equipe de reprodução assistida. O intervalo pode variar de acordo com o estágio do embrião transferido e com o protocolo adotado no ciclo.



Qual é a taxa de sucesso da ICSI?


A taxa de sucesso da ICSI por ciclo varia conforme o desfecho analisado, como fertilização, formação de embriões, gravidez clínica ou nascimento. Idade materna, reserva ovariana, qualidade dos óvulos e dos embriões, além das condições clínicas do casal, influenciam diretamente os resultados.


A taxa de fertilização dos óvulos maduros submetidos à ICSI costuma ser elevada, mas a fecundação não garante implantação nem gravidez. Por isso, os percentuais de fertilização não devem ser interpretados como equivalentes à chance final de nascimento após o tratamento.

Entre os fatores prognósticos, a idade feminina tem impacto importante sobre a qualidade dos óvulos e a competência embrionária. Entretanto, características do fator masculino, qualidade laboratorial, condições uterinas e histórico reprodutivo também precisam ser considerados na estimativa individual.


Dessa forma, os resultados devem ser discutidos a partir das características de cada ciclo e do casal, e não de uma porcentagem isolada. Quando uma tentativa não resulta em gravidez, os dados obtidos durante o tratamento podem contribuir para reavaliar a estratégia da técnica de ICSI dos ciclos seguintes.


ICSI com espermatozoides recuperados cirurgicamente


Na azoospermia não obstrutiva, a MicroTESE pode ser indicada para buscar espermatozoides diretamente no tecido testicular. Quando células viáveis são encontradas, elas podem ser utilizadas na técnica de ICSI, já que geralmente estão disponíveis em quantidade limitada para outras formas de fertilização.


A possibilidade de obter espermatozoides varia conforme a causa da azoospermia e as características clínicas de cada caso. Quando a recuperação é bem-sucedida, os gametas podem ser utilizados no tratamento ou criopreservados, conforme o planejamento reprodutivo e a avaliação da equipe.


Antes do procedimento, a investigação Urológica ajuda a identificar causas tratáveis e fatores capazes de interferir na produção espermática. O processo de recuperação cirúrgica é detalhado no conteúdo sobre MicroTESE e recuperação cirúrgica de espermatozoides.


Nesses casos, a integração entre o Urologista e a equipe de reprodução assistida permite planejar a obtenção dos gametas em conjunto com o ciclo feminino. A técnica de ICSI pode, então, ser incorporada ao tratamento conforme os achados e o planejamento reprodutivo.

Avaliação com o Dr. Matheus Gröner


O Dr. Matheus Gröner é Urologista com atuação em Andrologia e Reprodução Humana (CRM-SP 153016 I RQE 78587), em São Paulo. Na investigação do fator masculino, avalia-se o espermograma, o histórico reprodutivo e outros achados clínicos que ajudam a definir quando a técnica de ICSI pode fazer parte do tratamento.


A avaliação também permite identificar condições que exigem tratamento prévio ou recuperação cirúrgica de espermatozoides. Dessa forma, a escolha da estratégia reprodutiva considera as características do fator masculino em conjunto com a avaliação realizada pela equipe de reprodução assistida com a técnica de ICSI.


Agende sua consulta


O acompanhamento Urológico permite investigar alterações seminais, discutir possibilidades de tratamento e planejar a obtenção de espermatozoides quando necessária. 


Diante de alterações importantes no espermograma ou de uma possível indicação de ICSI, uma avaliação do fator masculino pode esclarecer as alternativas disponíveis e contribuir para um planejamento reprodutivo individualizado. 


As informações fornecidas neste texto são apenas para fins informativos e educacionais e não substituem a consulta médica. Sempre procure orientação médica para diagnóstico e tratamento adequados.​​


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Para mais informações, siga o Dr. Matheus Gröner nas redes sociais:



Conteúdo atualizado em 2026.


FAQ - Dúvidas frequentes sobre Técnica de ICSI: o que é, como funciona e quando é indicada


1. Como funciona a ICSI passo a passo?


A técnica de ICSI envolve estimulação ovariana, coleta dos óvulos, preparo dos espermatozoides, injeção no óvulo, cultivo embrionário e transferência para o útero.


2. A ICSI dói?


O procedimento de ICSI ocorre em laboratório e não causa dor. Já a coleta dos óvulos costuma ser feita sob sedação, podendo haver desconforto leve após o procedimento.


3. Qual a diferença entre ICSI e FIV convencional?


A diferença entre ICSI e FIV está na fertilização: na FIV, óvulos e espermatozoides são colocados em contato; na ICSI, um espermatozoide é injetado no óvulo.


4. A ICSI pode ser feita com azoospermia?


Sim. Em alguns casos de azoospermia, espermatozoides podem ser recuperados cirurgicamente e utilizados na técnica de ICSI, conforme a causa e a avaliação urológica.


5. Qual a taxa de sucesso da ICSI por idade?


A taxa de sucesso da ICSI por ciclo varia conforme idade materna, reserva ovariana, qualidade embrionária e outros fatores. Por isso, não existe um percentual único aplicável a todos os casos.


6. Quanto custa a ICSI no Brasil?


O custo varia conforme clínica, cidade, medicamentos, exames e procedimentos incluídos. O orçamento deve considerar todas as etapas do procedimento de ICSI previstas para o ciclo.


7. A ICSI funciona com morfologia muito ruim?


Pode ser considerada em alterações morfológicas importantes, principalmente quando associadas a outros achados seminais. A indicação de ICSI depende da avaliação conjunta do fator masculino.


8. A ICSI funciona com motilidade zero?


Pode ser possível em casos selecionados, caso existam espermatozoides viáveis. A ICSI com espermograma grave exige avaliação individual da viabilidade espermática e da causa da alteração.


9. Quantos embriões transferir na ICSI?


O número de embriões depende da idade, do estágio e qualidade embrionária, do histórico reprodutivo e das normas vigentes. A decisão busca equilibrar chance de gravidez e risco de gestação múltipla.


10. Quando saberei o resultado da ICSI?


O beta-hCG é realizado após a transferência embrionária, no intervalo definido pela equipe. O momento varia conforme o estágio do embrião e o protocolo utilizado na técnica de ICSI.



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